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Postada em: 1/10/2017 16:59:34

Academia Baiana de Educação

Por Joaci Góes.

 Academia Baiana de Educação

Joaci Góes


Tribuna da Bahia, Salvador
28/09/2017 07:53

     

 

Todas as atividades humanas se enquadram, sem exceção, numa das seguintes situações: 1-importante e urgente; 2-importante, mas não urgente; 3-urgente, mas não importante; 4-nem importante, nem urgente.  Não há uma quinta categoria.

Os que supõem que o seu tempo mais valioso deve ser empregado no cumprimento das atividades urgentes e importantes incorrem em grave equívoco, porque, na realidade, as atividades que mais promovem o desenvolvimento das pessoas e dos povos são as importantes, mas não urgentes. É claro que nossos maiores cuidados devem ser dirigidos para debelar as crises embutidas nos eventos urgentes e importantes. Importa, porém, reconhecer que toda crise revela falhas no planejamento que ocasionaram sua emergência, o que, na prática, significa que não se cuidou, devidamente, das tarefas importantes, mas não urgentes, que eliminam ou diminuem a ocorrência de urgências. O tempo necessário para priorizar o exercício das redentoras atividades importantes, mas não urgentes, deve ser extraído do abandono de atividades nem urgentes, nem importantes, bem como de muitas daquelas que, apesar de urgentes, não são importantes, consoante a proverbial advertência de Goethe ao ensinar que “o maior de todos os erros é permitir que as coisas menores impeçam a realização das maiores”.

Um incêndio é algo que condiciona nossa conduta, bem como socorrer alguém que está em perigo de morte. Em ambos os casos, urgentes e importantes, houve uma falha na sua prevenção. Por sua vez, o estudo sistemático para aprender o exercício de uma profissão, ou a adesão a práticas saudáveis, como na alimentação e exercícios regulares, são atividades importantes, mas não urgentes. Seus praticantes, por isso, na maioria dos casos, serão profissionais bem sucedidos, no gozo de boa saúde física e mental.

Quando analisamos a biografia de pessoas, organizações e povos, verificamos que seu padrão de êxito apresenta uma relação linear com a prioridade que atribuem à aplicação do seu tempo. Os mais bem sucedidos priorizam as atividades importantes, mas não urgentes, buscando reduzir, ao mínimo, as ocorrências críticas que consomem tempo valioso, autêntica operação de apanhar água em cesto ou enxugar gelo.

Esse raciocínio introdutório vem a propósito do sentimento de honraria por nosso ingresso, na noite de ontem, 27 de setembro, como membro da Academia Baiana de Educação, hoje presidida pelo professor Astor de Castro Pessoa, fundada a 9 de setembro de 1982, por nove baianos ilustres que importa nomear: Hermano José de Almeida Gouveia Neto, líder da iniciativa, Adroaldo Ribeiro Costa, autor do hino do Esporte Clube Bahia e criador da Hora da Criança, cujo centenário a Bahia ora celebra, Antônio Pithon Pinto, Antônio Oliveira Dias, Raymundo Nonato de Almeida Gouveia, Raymundo José da Mata, Remy Pompílio Fernandes de Souza e os dois únicos sobreviventes, os membros eméritos José Newton Alves de Souza e Edivaldo Machado Boaventura que nos recebeu com fraterna saudação, aumentando, ainda mais, nosso débito afetivo pela reiteração de sua proverbial generosidade.

A Academia Baiana de Educação não cuida de apagar incêndios. Seus membros, uma plêiade de notáveis educadores – mestres, doutores, pós-doutores, gestores educacionais, como chefes de departamentos, diretores de unidades educacionais, reitores e secretários municipais e estaduais de educação-, se enriquecem, reciprocamente, com a troca permanente de conhecimentos e experiências com fulcro na educação como instrumento redentor dos povos mediante sua libertação das chagas da violência, pobreza, desigualdade e corrupção, flagelos que tanto rebaixam o conceito do Brasil aos olhos do Mundo. Nesta veneranda instituição, passamos a ocupar a cadeira de número vinte que tem como patrono Gelásio de Abreu Farias, nosso professor de latim, desaparecido em 1952. O professor Hermano Augusto Palmeira Machado, a quem substituímos, ocupou esta cadeira desde a Fundação da Academia, em 1982, até o derradeiro suspiro, no dia 7 de março passado.

O papel de instituições como a Academia Baiana de Educação se inscreve, à perfeição, no figurino do quadrante 2, que prioriza o exercício de atividades importantes, mas não urgentes, merecendo, por isso, uma maior atenção da mídia e do Executivo dos três níveis: federal, estadual e municipal, como procedem as nações cultas.

Para dizer da importância da Academia Baiana de Educação, basta mencionar que integra os seus quadros a personalidade exemplar de Roberto Figueira Santos, no consenso unânime, um dos maiores brasileiros de nosso tempo, contrastando com o mar de lama que enodoa a Nação.A

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