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Aproveite a militância tóxica do BBB para fazer detox de doutrinação com os filhos

Artigo de Cristina Graeml

 BBB e doutrinação é tudo que você não aguenta mais ver, certo? É duro não assistir ao programa e ter que ouvir todo o tempo alguém falando de Karol Conká, de lacração, de militância raivosa, de cancelamentos, de ódio vindo daqueles brothers e sisters bonzinhos e empáticos, defensores de minorias e do planeta, mas que não conseguem tratar com dignidade nem quem está mais próximo.

Mas trago uma proposta para quem tem filhos pré-adolescentes, adolescentes ou jovens, que mesmo que também não assistam ao programa acabam sabendo de tudo pelos amigos e pelos vídeos espalhados nas redes sociais.

Aproveite para fazer do limão uma limonada. Seja uma Big Mother ou um Big Father e mostre para os filhos o resultado da doutrinação, o que acontece quando os jovens se deixam sequestrar por ideologias.

Além de ser jornalista, sou mãe. E daquelas que se preocupam com a doutrinação dos jovens e a sedução que esses discursos progressistas exercem sobre eles. Por isso vi logo que os péssimos exemplos daquela turma enclausurada numa casa, se engalfinhando por um prêmio, pode ajudar a abrir um diálogo honesto com os filhos.

Converse sobre o que é empatia de verdade, aceitação de diferenças, respeito e sobre a manipulação por trás do discurso de feministas raivosas, racistas disfarçados e homens brancos heterosexuais em desconstrução.

Se você, como eu, é daqueles que preferiam ficar distantes do assunto BBB, mas se viram perseguidos por ele nas hashtags, nos trending topics, vídeos, comentários das redes sociais e nos artigos de jornal, que não se furtaram a apontar os absurdos revelados pelos participantes do programa edição 2021, não dê as costas para ele.

Detox de doutrinação do BBB para fazer em casa
 
Não é preciso assistir ao programa. Aproveite a oportunidade única para conversar com os mais jovens sobre a farsa de muitos desses discursos que costumam seduzir quem tem pouca idade e pouca experiência de vida. E que normalmente não tem paciência para conversar sobre assuntos sérios com os pais. Agora eles querem falar, porque eles também estão achando absurdo. Essa é a hora!

Pegue um exemplo de algo que aconteceu no programa e pergunte para o seu filho se aquela pessoa que diz combater o racismo, o machismo, a homofobia e que chama os outros de fascistas e nazistas está tratando os colegas de programa com dignidade. Se ela própria não está agindo como uma nazista ou fascista, sendo autoritária, desumana até.

Mostre que esse é o padrão: chamar os outros do que eles são. Pergunte se o seu filho vê alguma incoerência entre a narrativa e a prática. E aí fica fácil puxar outros exemplos da vida real.

Tem um ditado que vem sendo muito lembrado e que cabe aqui: há males que vêm para o bem. Nunca foi tão fácil estabelecer um diálogo honesto com os mais jovens sobre militância destrutiva, doutrinação, narrativas hipnotizantes.

Usar o gancho do que está acontecendo entre os participantes do programa pode ajudar a esclarecer para os filhos por que alguns movimentos que se vendem como defensores de direitos humanos ou de outras causas legítimas são tão ou mais violentos do que a violência que eles dizem combater.

Lembre do que fizeram os manifestantes nas passeatas do Black Lives Matter nos EUA, da destruição que causaram, do tanto que prejudicaram a causa negra com isso. Mostre que justamente os que se dizem contra os discursos de ódio são os verdadeiros disseminadores de ódio.

Esquerda diante do espelho

Aproveitando que usei o ditado popular do "há males que vêm para o bem" aí vai outro: "o feitiço está virando contra o feiticeiro". Pela primeira vez a gente precisa reconhecer algum mérito nesse programa que vende a bisbilhotagem da vida alheia como entretenimento.

Entre os vários artigos publicados na Gazeta do Povo sobre “a casa mais vigiada do Brasil”, especialmente nesta semana de paredão histórico, destaco um parágrafo do texto publicado nesta quinta (25) pela jornalista Maria Clara Vieira, da editoria Ideias. Ao comentar a eliminação da cantora Karol Conká, uma das que destilaram ódio lá na casa, e que saiu do programa com placar recorde de 99,17%, a jornalista faz um excelente resumo.

"Motivos não faltaram para tanta reprovação. Militante aguerrida de pautas progressistas como o feminismo e o antirracismo em suas versões mais extremas (a cantora já publicou em seu Instagram que "quase todas as pessoas brancas são racistas, ainda que não queiram"), Conká transpirou crueldade e arrogância durante sua estadia no reality. Humilhou o ator Lucas Penteado (que, diga-se de passagem, é negro), impedindo-o de sentar à mesa, caçoou do sotaque e do tratamento de saúde mental da paraibana Juliette, entre outros episódios dignos de uma vilã de folhetim."

 
Todo mundo está vendo a hipocrisia escancarada, inclusive os jovens que são os mais atraídos por esse tipo de programa e pelas ideologias progressistas. Não perca a chance de conversar em casa sobre as ideias nefastas que os seus filhos ouvem na rua e normalmente acham bonito, como racismo estrutural, meu corpo minhas regras, você não tem lugar de fala.

Essa retórica vazia e autoritária, que em vez de abrir espaço para o debate de ideias, interdita o diálogo e cancela pessoas, alegando que elas não têm direito sequer de falar o que pensam, já foi percebida pelos jovens que assistem ao programa ou têm algum tipo de contato com partes do conteúdo.

Está simples de mostrar para os filhos que aqueles que se vendem como paladinos da moral, ditando regras para todo mundo, precisam analisar as próprias falas e se olhar no espelho.

Mesmo que você não tenha filhos, puxe o assunto com alguém mais jovem e aproveite o momento em que ele criticar algum dos absurdos cometidos na casa para mostrar que esse é o padrão dos militantes de vários desses movimentos que dizem defender minorias. E mostre como isso só prejudica as causas e as pessoas que eles dizem estar defendendo. Contextualize.

Se é inevitável a gente se deparar com discursos de ódio (ainda que disfarçados de ódio do bem), desmascarar quem dissemina e pratica violência é imprescindível.

Reação dos leitores
 
Os leitores da Gazeta do Povo estão atentos a tudo isso. Pesquei alguns comentários nos artigos sobre o tema publicados por vários colunistas para mostrar como grande parte da população está vendo algum benefício na superexposição do progressistas militantes enclausurados na casa vigiada por câmeras.

“Creio que a intenção dos diretores do programa era a oposta: fazer propaganda da cartilha progressista para o molecada que assiste ao programa", disse um leitor. "Demonstra mais uma vez a hipocrisia das causas indenitárias, que se utilizam de falsas virtudes para oprimir e calar aqueles que não concordam com a sua ideologia", ressaltou outro.

"Pessoas se utilizam destas causas para ganhos pessoais e até para marketing de autopromoção." "O fato de isto aparecer para o povo em rede nacional foi a cereja do bolo do BBB." "É passado da hora de dar um basta nessa militância egoísta e cruel, que sem qualquer escrúpulo usa e abusa da causa como instrumento de intimidação em benefício pessoal", foram as opiniões de mais três assinantes que interagiram entre si na área de comentários dos artigos da editoria Vozes.

Este foi ao cerne da questão: "A profundidade não é pela gênese intelectual ou alguma pretensão de ser qualquer coisa mais que um entretenimento de gosto discutível. Está em desnudar o que é militância, o que é dizer que as pessoas "não tem lugar de fala" e outros tipos de "ódio do bem", que não se consegue explicar para a grande massa do que se trata, até que estejam absolutamente alienados. Por isso, a profundidade do programa é revelar para alguém que não tem acesso a cultura e conhecimento de bons articulistas o que é "lugar de fala"."

"A rejeição recorde a Karol Conká, demonstra que nós, o povo decente, não apoiamos esse tipo de mentalidade de jeito nenhum." "Esse BBB está sendo didático mesmo, mas acho que foi porque erraram a mão, atiraram no próprio pé. Deu certo porque deu errado.”

São todas conclusões de pessoas comuns, leitores da Gazeta do Povo que não gostam da manipulação, da perversidade, da maldade que certos militantes demonstram como se fossem exemplos de força, coragem e independência.

Trago um último comentário de leitor, porque resume o sentimento de todos os outros: “Obrigado Karol, obrigado Lumena. Fizeram um enorme bem ao Brasil.” E acrescento que pais e mães agradecem também a chance de se mostrar Big Fathers e Big Mothers e ajudar os filhos a se vacinar contra a doutrinação.

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